O incrível crescimento das “agrocidades”

O incrível crescimento das “agrocidades”


O incrível crescimento das “agrocidades”
Por Marcos Fava Neves – 18 de março de 2019

Nestes últimos 25 anos trabalhando no agronegócio, uma das coisas mais bonitas que vi foi o desenvolvimento de muitas cidades do interior contempladas com parte dos bilhões de dólares que o agro exportou e com o valor da sua produção e investimentos

Cidades ganharam dimensão impressionante e criaram muitas oportunidades com o giro do dinheiro trazido pela agricultura, que entra e movimenta restaurantes, construtoras, academias, serviços médicos, automóveis e hotéis, e ainda abre chances de trabalho.

Para não ser injusto, escolho apenas um exemplo de cada estado, entre alguns possíveis: Dourados (MS), Chapecó (SC), Passo Fundo (RS), Sinop (MT), Luís Eduardo Magalhães (BA), Guaxupé (MG) e Gurupi (TO).

Um dos casos mais emblemáticos que gosto de usar é o de Quirinópolis, em Goiás. Esta cidade tinha muito pouca atividade econômica em 2000, com presença de pecuária extensiva e pouca participação de lavouras. Em 2005, ganhou duas usinas de cana, que conviveram junto com o crescimento de sua agricultura de grãos e sua produção de leite e carne, sendo que, em 2016, uma destas usinas também começou a processar milho.

Comparando-se 10 anos (período entre 2005/2008 com 2015/2018), vejam o que aconteceu: o número de empregos pulou de 6 mil para 11 mil, o de veículos, de 10 mil para 34 mil, a população de 38 mil para 50 mil, a arrecadação de ICMS de R$14 milhões para R$30 milhões, de ISS vai de R$3 milhões para R$8 milhões, a renda per capita de R$8 mil para mais de R$20 mil e o número de empresas de cerca de 800 para mais de 3 mil. Desenvolvimento puro, que deve servir de modelo para impulsionar o Brasil com o crescimento futuro do agro.

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